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Conceitos BásicosDisjuntores
O que é um disjuntor?De acordo com a definição da ABNT NBR IEC 60947-2, disjuntor é um dispositivo de manobra e de proteção capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, assim como estabelecer, conduzir por tempo especificado, e interromper correntes em condições anormais especificadas do circuito, tais como as de curto-circuito.
Quais as informações básicas necessárias para especificar um disjuntor?As informações mais básicas necessárias para se especificar um disjuntor são: tensão nominal, corrente nominal, nível de curto (Icu, capacidade de interrupção máxima em curto circuito), número de pólos, tipo de proteção (LI, LSI, LSIV, LSIG), e a norma aplicável. Entretanto, outras informações podem ser relevantes dada a aplicação do disjuntor, por isso é necessário avaliar caso a caso.
O que é Icu?De acordo com a ABNT NBR IEC 60947-2, Icu é o valor da capacidade de interrupção máxima em curto-circuito atribuída pelo fabricante ao disjuntor para a correspondente tensão de operação nominal, dada certas condições estabelecidas pela norma. Sendo assim, a grosso modo, se o Icu de um disjuntor Compact NS1000N é 50 kA em 380 Vac, significa que este disjuntor, no evento de um curto-circuito, é capaz de interromper até 50.000 A (rms) para uma tensão de 380 Vac.
Como funciona a proteção térmica?A proteção térmica é baseada na dilatação térmica de uma lâmica bimetálica que, na presença de uma sobrecarga, desde que se exceda limites de corrente e tempo, se deformará até que um contato mecânico abra o circuito, interrompendo assim a circulação de corrente elétrica. Uma outra nomenclatura utilizada para proteção de sobrecarga é proteção de longo retardo (ou L), com curva de tipo tempo inverso (quanto maior a corrente, menor o tempo, e vice-versa).
Como funciona a proteção magnética?A proteção magnética, por outro lado, é baseada nas leis de eletromagnetismo: uma corrente circula através das espiras de uma bobina, e gera um campo magnético. Caso o valor da corrente exceda um dado limite, o campo será capaz de atrair um contato que abrirá o circuito. Uma outra nomemclatura utilizada para proteção de curto-circuito é protação instantânea (ou I), com curva de tempo tipo definido. Isso significa que caso o valor de corrente seja igual ou superior ao limite estabelecido (corrente de pick-up), o disjuntor deverá interromper a corrente instantâneamente.
O que éumdisjuntor limitador de corrente?A ABNT NBR IEC 60947-2 define como disjuntor cujo tempo de interrupção é suficientemente curto para impedir que a corrente de curto-circuito atinja o seu valor de crista. Ser limitador de corrente traz inúmeras vantagens à instalação elétrica. Os equipamentos/cabeamento protegidos por um disjuntor limitador podem ter vida útil extendida: uma vez limitada a corrente de curto-circuito, podemos afirmar que serão reduzidas as forças eletrodinâmicas associadas, o stress térmico, e o risco de arco elétrico.
Quais as principais diferenças entre disjuntor tipo caixa moldada e disjuntor aberto?Como o própio nome sugere, disjuntor em caixa moldada é montado em uma caixa isolante moldada. Uma de suas grandes vantagens é seu tamanho, no geral mais compacto que um similar do tipo disjuntor aberto. Por outro lado, não é possível acessar os itens mais internos do disjuntor em caixa moldada, por isso a manutenção destes componentes não é possível.Já o disjuntor aberto, por não ser “selado”, permite acesso à componentes mais internos, o que possibilita consequentemente maior manutenção.Outra diferença está na faixa de corrente nominal. No mercado, é possível encontrar disjuntores em caixa moldada de até 3200A, e disjuntores abertos de até 6300A. Como na maior parte das aplicações, disjuntor aberto é o geral, é desejável que ele seja capaz de retardar seu disparo em condições anormais de corrente elétrica, possibilitando seletividade. Por isso geralmente disjuntor aberto é tipo categoria B. Mas isso não é regra, portanto é necessário verificar com o fabricante qual a categoria de utilização do disjuntor.Da mesma forma, disjuntores em caixa moldada, no geral, são categoria A, aqueles que não podem ter seu disparo retardado. Por outro lado, disjuntores em caixa moldada podem ser limitadores de corrente.
Em suma, veja um comparativo básico de disjuntor aberto e em caixa moldada:
Quais as diferenças entre disjuntores fixo e extraível?De acordo com o modo da instalação, a ABNT NBR IEC 60947-2 classifica o disjuntor em fixo, de encaixe (ou plug-in), ou extraível. A grosso modo, um disjuntor fixo é aquele cujos contatos não podem ser desconectados sem que o próprio disjuntor também o seja. Em outras palavras, remover o disjuntor da instalação, implica em remover a conexão de potência (e de seus auxiliares).Isso já não acontece com um disjuntor extraível. Este tem uma base (o chassis) onde a potência (e seus auxiliares) é conectada com a instalação elétrica, e o disjuntor pode ser extraído sem que os contatos do chassis sejam desconectados.
Um disjuntor extraível pode ter três posições distintas: conectado, teste, e desconectado.Na posição conectado, o disjuntor está completamente inserido no chassis, os terminais de potência e os auxiliares estão totalmente conectados (os do disjuntor no chassis, os do chassis na instalação).Na posição de teste, os terminais de potência não estão conectados, mas os auxiliares estão, o que possibilita realizar testes no dispositivo (acionamento remoto, contatos elétricos, etc.).Finalmente, na posição extraído, o disjuntor está totalmende desconectado: os terminais do chassis permanecem conectados na instalação, mas os do disjuntor não estão conectados ao chassis.
Como acionar o disjuntor remotamente?É possível acionar o disjuntor remotamente via bobinas de abertura e fechamento mais conjunto motorização via contato elétrico ou comando por rede de comunicação. Entre em contato com o suporte técnico da Schneider Electric para maiores informações.
Qual a diferença entre uma bobina de mínima e uma bobina de abertura?Ambas servem para comando remoto do disjuntor, especificamente para interromper a circulação de corrente. A diferença está na maneira em que o comando é realizado.Em uma bobina de abertura (MX), por exemplo, se a tensão aplicada em seus terminais é maior que um dado limite definido em catálogo em relação à sua tensão de comando, o disjuntor interrompe a circulação de corrente. No Compact NSXm, por exemplo, esse limite é de 0,7 x tensão de comando da bobina. Isso significa por exemplo, que se uma tensão maior que 70 Vac (70...100Vac) é aplicada nos terminais de uma bobina de abertura de tensão de comando de 100 Vac, o disjuntor entra na posição de trip, e portanto interrompe a circulação de corrente do circuito.Por outro lado, se a bobina é de mínima (MN), e a tensão aplicada é menor que um dado limite definido em catálogo em relação à sua tensão de comando, o disjuntor interrompe a circulação de corrente.No Compact NSXm, por exemplo, esse limite é de 0,35 x tensão de comando da bobina. Isso significa, por exemplo, que se uma menor que 35 Vac (0...35Vac) é aplicada nos terminais de uma bobina de mínima com tensão de comando de 100 Vac, o disjuntor entra na posição de trip, e portanto interrompe a circulação de corrente do circuito.
A bobina de mínima tem uma particularidade: sinal elétrico deve sempre ser aplicado nos terminais da bobina caso deseje que o disjuntor entre e permaneça na posição de ligado. A tensão aplicada deve ser maior que o limite definido em catálogo. No caso do Compact NSXm, esse limite é de 0,85 x tensão de comando da bobina. Sendo assim, este disjuntor com uma bobina de mínima em 100Vac, só poderá ser ligado (posição ON), caso nos terminais da bobina seja aplicado tensão maior que 85Vac (85...100 Vac).
O que são contatos auxiliares?Os contatos auxiliares transmitem via sinal elétrico informações ralativas ao disjuntor. São eles os mais comuns: contatos OF, SD, e SDE. Contato OF, ou de posição, indicam se o disjuntor está na posição de ligado (ON) ou desligado (OFF). Contato SD, ou de indicação de trip, indica se o disjuntor está na posição de trip por sobrecarga, curto-circuito, ou atuação das bobinas por exemplo. Já o contato SDE, de defeito elétrico, indica se o disjuntor está na posição de trip devido à curto-circuito ou sobrecarga.Relativo ao chassis, ainda podemos citar os contatos de conectado (o disjuntor está na posição de conectado), teste (indica que o disjuntor está na posição de teste), ou desconectado (indica que o disjuntor está na posição de desconectado).
O que leva o disjuntor a interromper a corrente?O disjuntor pode interromper a corrente elétrica do circuito de maneira proposital ou por proteção de sobrecorrentes. Propositalmente, um operador (ou um sistema automatizado) pode ter dado comando de abertura via bobinas (de abertura, de mínima), até mesmo manualmente pressionando os botão OFF do disjuntor (ou TRIP), ou alterando o estado da alavanca/manopla (ON >> OFF). Por proteção, significa que para uma condição perigosa de corrente e tempo estabelecida pela curva de disparo do disjuntor, o mesmo entra em posição de TRIP para proteção, seja ela contra sobrecarga, curto-circuito, fuga de corrente, etc.

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